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Segurança feminina: Nova lei autoriza spray de pimenta para mulheres

Defesa pessoal ganha novo capítulo diante dos altos índices de violência.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 28 de julho de 2026, 15:04 — Em São Paulo

2 min de leitura
Segurança feminina: Nova lei autoriza spray de pimenta para mulheres
Segurança feminina: Nova lei autoriza spray de pimenta para mulheres

Entrou em vigor a Lei nº 15.474, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24). A norma autoriza a venda, aquisição e posse de spray de pimenta por mulheres maiores de 18 anos para defesa pessoal não letal.

A compra poderá ser feita com documento oficial com foto, comprovante de residência e autodeclaração de inexistência de antecedentes criminais ligados a crimes violentos. Para uso civil, os recipientes ficam limitados a 50 mililitros.

A lei determina que o equipamento seja usado apenas diante de agressão física ou sexual atual ou iminente, de forma proporcional e para preservar a integridade da vítima.

A medida surge em uma realidade marcada por feminicídios, violência doméstica, perseguição, importunação sexual e assédio no país, reforçando a insegurança de milhares de mulheres.

A violência contra a mulher segue como desafio das políticas públicas. Além dos crimes fatais, muitas vítimas convivem com ameaças, intimidações e assédios que podem anteceder agressões mais graves.

Especialistas avaliam que mecanismos de defesa pessoal podem ajudar em situações extremas. Porém, destacam que o combate à violência de gênero exige prevenção, fortalecimento das redes de proteção, atendimento às vítimas, responsabilização dos agressores e educação para o respeito e a igualdade.

A nova legislação reacende uma discussão importante: até que ponto ampliar o acesso a instrumentos de defesa aumenta a proteção das mulheres e em que medida isso evidencia a incapacidade do Estado de garantir sua segurança? Embora o spray de pimenta possa permitir uma reação diante de risco iminente, o verdadeiro desafio continua sendo construir uma sociedade em que mulheres não precisem carregar um mecanismo de defesa para exercer o direito de ir e vir com liberdade e segurança. Esse debate ultrapassa a esfera jurídica e exige o compromisso permanente de toda a sociedade no combate à violência de gênero.

Redatora: Amanda Mendes

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