RIO PRETO

Tebet defende aumento de etanol para neutralizar tarifaço

Ex-ministra fez declaração durante agenda no noroeste paulista

RR
Redação Rio Preto

Publicado em 17 de julho de 2026, 21:31 — Em Rio Preto

2 min de leitura
Tebet defende aumento de etanol para neutralizar tarifaço
Tebet defende aumento de etanol para neutralizar tarifaço

A pré-candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) afirmou, nesta sexta-feira (17), que um aumento de 2% na mistura obrigatória de etanol à gasolina seria capaz de neutralizar os efeitos do tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos sobre o produto brasileiro.

A declaração foi feita durante agenda política em Catanduva, no noroeste paulista, uma das principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do estado. Tebet participou do evento ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Segundo Tebet, o aumento na mistura permitiria absorver, no mercado interno, um volume superior ao atualmente exportado aos norte-americanos. A medida reduziria o risco de perda de empregos no setor sucroenergético. "Só o aumento de 2% da mistura do etanol na gasolina já supera uma possível interrupção total das exportações para os Estados Unidos", declarou a ex-ministra.

O etanol brasileiro figura entre os produtos listados na sobretaxa americana. Entre os argumentos apresentados pelos EUA para a medida está a alegação de dificuldade de acesso ao mercado brasileiro. O Brasil cobra 18% sobre o etanol importado dos Estados Unidos, enquanto paga apenas 2,5% de tarifa sobre os litros que exporta ao país norte-americano.

Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) apontam que os EUA compraram 253 milhões de litros de etanol brasileiro em 2025, movimentando US$ 163 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 832,93 milhões. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) contestou a justificativa americana e afirmou que a tarifa brasileira sobre o produto importado segue as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não viola acordos bilaterais.

A produção nacional de etanol é voltada prioritariamente ao consumo interno. Apenas 7% do combustível produzido no Brasil é destinado à exportação, sendo 1% direcionado ao mercado norte-americano, segundo dados da própria Unica.

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