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São Caetano lidera ranking de menor taxa de homicídios

Cidade do ABC Paulista registra 1,2 morte por 100 mil habitantes, segundo anuário nacional

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 29 de julho de 2026, 10:31 — Em Grande ABC

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São Caetano lidera ranking de menor taxa de homicídios
São Caetano lidera ranking de menor taxa de homicídios

São Caetano do Sul, município do Grande ABC Paulista, é a cidade com a menor taxa de mortes violentas intencionais do Brasil em 2025. O dado consta na edição de 2026 do Anuário de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado na quinta-feira, 23 de julho. A cidade registrou apenas 1,2 morte a cada 100 mil habitantes no período.

O levantamento considera como mortes violentas intencionais os homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. O critério permite uma comparação padronizada entre municípios de diferentes tamanhos e perfis populacionais.

O ranking das dez cidades com menores taxas é dividido entre São Paulo e Santa Catarina. Ao todo, sete municípios paulistas e três catarinenses figuram na lista. A segunda colocada é Tubarão, em Santa Catarina, com taxa de 1,7 morte por 100 mil habitantes. Os dois estados também lideram entre as menores taxas estaduais do país.

David Marques, gerente de programas do FBSP, avalia que São Paulo representa um caso de redução profunda e significativa nos índices de violência desde os anos 2000. Já Santa Catarina tem no tamanho do território e nas políticas de segurança pública fatores que contribuem para seus bons resultados. Marques destacou que o modelo catarinense merece maior atenção e estudo por parte de pesquisadores e gestores.

O Anuário de Segurança Pública é produzido anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e reúne dados oficiais de todas as unidades federativas. A edição de 2026 também apontou que os feminicídios bateram recorde no país em 2025, enquanto a taxa geral de assassinatos atingiu o menor patamar desde 2012, sinalizando um cenário ambíguo na segurança pública brasileira.

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